segunda-feira, 30 de março de 2009

Restauracionionismo

 É a postura histórico-teológica presente em alguns grupos protestantes que acredita que o cristianismo histórico apostatou em algum ponto de sua existência, sendo necessário restaurar o cristianismo primitivo da era apostólica.
Adicionalmente, um grupo de igrejas de origem norte-americana referem-se a si mesmas especificamente como Restauracionista ou Movimento Restauracionista Stone-Campbell, sendo as principais denominações a Igrejas de Cristo, os Discípulos de Cristo e os Cristadelfianos.
Muitos adeptos da doutrina restauracionista não se identificam como protestantes, nem católicos ou ortodoxos, mas sim a igreja primitiva restaurada.

Grande Apostasia
A doutrina restauracionista prega que durante a história houve uma apostasia no Cristianismo. Para alguns, ocorreu em um período específico, como após a morte do último apóstolo de Cristo, ou o reinado de Constantino, enquanto para outros, como protestantes em geral, a apostasia se implantou gradativamente e a longo prazo durante os séculos da era cristã.

História da doutrina Restauracionista
A própria Reforma foi baseada em uma ideologia restauracionista. Bullinger defendia que as idéias dos reformadores não era novidade, mas sim doutrinas antigas a muito esquecidas ou corrompidas. Todavia, a reforma magisterial (Luteranismo, Calvinismo e Anglicanismo) via-se uma continuação do cristianismo histórico, aceitando a validade dos canônes dos primeiros concílios ecumênicos e a literatura patrística desde que estivessem de acordo com as Escrituras. O ideal era reformar a Igreja, rejeitando práticas e doutrinas corrompidas, mas manter práticas que, mesmo não estando presente na Bíblia, não estivesse em oposição a ela.
Diferente dos reformadores magisteriais e partindo a uma postura que primou ser chamada deReforma Radical os anabatistas, socinianos e schwelkenfelders rejeitaram qualquer necessidade de continuação histórica, mas sim restaurar suas perspectivas do cristianismo primivito. Para eles o ideal seria reconstruir a igreja primitiva, praticar somente o que fosse mencionado nas Escrituras, sem necessidade de aderir aos preceitos históricos dos concílios e literatura patrística.
Mesmo entre os reformadores radicais a doutrina restauracionista não foi muito popular, a partir do século XVII a perspectiva histórico-teológico preferida foi a da sucessão secreta ou marginal. Essa doutrina emergiu baseada em escritos de Thieleman que retratava os mártires do cristianismo e a perseguição dos anabatistas, e Arnold que argumentava que ao longo da história do cristianismo houve grupos marginais tão legítimos quanto as igrejas estabelecidas.
No século XIX houve uma ressurgência da doutrina restauracionista nos Estados Unidos e Inglaterra. Nesse último país o pastor presbiteriano Edward Irving proclamava uma restauração espiritual do cristianismo primitivo, enquanto John Nelson Darby e outros irmãos de Plymouth pretendiam restaurar um cristianismo simples e adenominacional.
Nessa época, durande o Segundo Grande Despertar nos Estados Unidos emergiu movimentos restauracionistas, primeiro na fronteira agrícola na região dos Apalaches, onde os Campbell e Barton Stone pregavam um cristianismo não-credal e sem barreiras denominacionais. Posteriormente movimentos como o Mormonismo, o Adventismo e as Testemunhas de Jeová procuravam restabelecer uma igreja visível e restaurada conforme novas perspectivas de seus líderes.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia aceita que a autora Ellen White foi inspirada para transmitir orientações divinas que foram úteis para a restruturação da Igreja no final do século XIX.

As Testemunhas de Jeová creem que sua organização foi prevista na Bíblia como restauração da igreja primitiva para proclamar a mensagem original do cristianismo até a iminente volta de Jesus Cristo.

No entendimento dos mórmons, ou Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a restauração abrange também o aspécto do sacerdócio ou autoridade eclesiástica, pois em sua crença, no início do século XIX, Moisés, Elias, João Batista, Pedro, Tiago, João e vários outros profetas, apóstolos e seres celestiais teriam vindo do céu e entregado o sacerdócio de Melquisedeque a Joseph Smith, que é o fundador da denominação e considerado um profeta, tendo seu um outro testamento além da Bíblia (Livro de Mórmon) como fonte de doutrina.

Quanto ao movimento pentecostal, possuía uma concepção restauracionista em sua origem e via o batismo no Espírito Santo, manifesto naglossolalia, como prova da restauração do cristianismo primitivo.

Pentecostalismo é um movimento religioso de dentro do Cristianismo avivalista, que coloca ênfase especial em uma experiência direta e pessoal de Deus através do Batismo no Espírito Santo.
O termo Pentecostal é derivado Pentecostes, um termo grego que descreve a festa judaica das semanas. Para os cristãos, este evento comemora a descida do Espírito Santo sobre os seguidores de Jesus Cristo, conforme descrito no Livro de Atos, Capítulo 2.
Pentecostais tendem a ver que seu movimento reflete o mesmo tipo de poder espiritual, estilo de adoração e ensinamentos que foram encontrados na Igreja primitiva. Por este motivo, alguns pentecostais também usam o termo Apostólica ou Evangelho Pleno para descrever seu movimento.
O pentecostalismo é um termo amplo que inclui uma vasta gama de diferentes perspectivas teológicas e organizacionais. Como resultado, não existe nenhuma organização central ou igreja que dirige o movimento. Os pentecostais podem ser inseridos em mais de um grupos cristão. No Brasil é comum os pentecostais se auto-identificarem com termo evangélico. O pentecostalismo é teológico e historicamente próximo do movimento carismático, uma vez que o influenciou significativamente, alguns pentecostais usam os dois termos indistintamente.

domingo, 29 de março de 2009

Imagens Biblicas

Sansão ( Leia Juízes 13 -16 )

sábado, 28 de março de 2009

Mensagem da Semana


Cem anos


Que diferença fará daqui a 100 anos, se você:

Morou em uma mansão ou numa choupana; 
Se comprou roupas em boutiques caras ou num bazar beneficente; 
Se comeu em prato de porcelana ou numa simples marmita; 
Se possuía um lindo carro importado ou andava de ônibus; 
Se pisava sobre tapetes persas ou sobre um piso de terra batida; 
Se tinha milhões em reservas financeiras ou se vivia com um salário mínimo por mês;

Que diferença isso fará daqui a 100 anos? Nenhuma! Absolutamente nenhuma!

No entanto, há um fator que fará muita diferença em sua vida não só daqui a 100 anos, mas por toda eternidade. Este fator é Jesus Cristo. Só com Jesus no coração é que seremos salvos. 

Foi o próprio Jesus quem atestou esta verdade dizendo: "Em verdade, vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna".

A humildade só faz a diferença para quem a tem. Para quem não a tem, é indiferente, não tem valor nenhum.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Pentecostais vs. Neopentecostais

Os neopentecostais formaram um grupo coexistente com os pentecostais, mas com uma identidade distinta. Possuem uma forma muito sobrenaturalista de encarar sua vida religiosa, com ênfase na busca de revelações diretas da parte de Deus, de curas milagrosas para doenças e uma intensa batalha espiritual entre forças espirituais do bem e do mal, que afirmam ter consequências diretas em sua vida cotidiana. São, em geral, mais flexíveis em questões de costumes em relação aos Pentecostais tradicionais.
Segundo Alan B. Pieratt:
” Os ensinos da prosperidade não tiveram origem no pentecostalismo. Todavia, a tendência das denominações pentecostais de aceitarem as afirmações de autoridade profética criou um espaço teológico onde a doutrina da prosperidade pode afirmar-se e crescer... Nossa primeira conclusão histórica, diz Pieratt, é que o pentecostalismo foi o portador desta doutrina, mas ela necessariamente não faz parte das crenças pentecostais.”
Os pentecostais clássicos e as igrejas históricas tradicionais geralmente criticam a teologia da prosperidade e o modelo de células por meio do G12, presente em algumas das denominações neopentecostais, contudo, uma parte de seus líderes já vem incorporando, ao longo dos anos, muitos dos ensinos ditos neopentecostais.


quinta-feira, 26 de março de 2009

Neopentecostalismo

O neopentecostalismo é uma vertente do evangelicalismo que congrega denominações oriundas do pentecostalismo clássico ou mesmo das igrejas cristãs tradicionais (batistas, presbiterianos, etc). Surgiram sessenta anos após o movimento pentecostal do início do século XX (1906, na Rua Azuza), ambos nos Estados Unidos da América.
Em alguns lugares são chamados de carismáticos, tendo como exceção o Brasil, onde essa nomenclatura é reservada quase exclusivamente para um movimento dentro da Igreja Católica chamado Renovação Carismática Católica, mas aos poucos o termo vem sendo resgatado por pentecostais e neopentecostais no País.
O Movimento Carismático principiou-se nas denominações históricas (Metodista, Batista, Presbiteriana, etc). Posteriormente surgem igrejas de inspiração e cultura mais pentecostais ou pentecostais renovadas. Assim surgem: A Convenção Batista Nacional, que reúne as igrejas de "renovação espiritual", incluindo a Batista da Lagoinha desde 1967 (são moderadas, conhecidas como "renovadas"); As Igrejas Pentecostais Sinais e Prodígios, fundada em 1970; A Igreja Renascer em Cristo, em 1986 e novas igrejas apostólicas surgidas a partir da década de 1990, como o Ministério Internacional da Restauração, fundado por Renê Terra Nova em 1992, como Primeira Igreja Batista da Restauração em Manaus. Surgem também as denominações novas, não oriundas de igrejas históricas, mas de líderes hábeis e influentes. Tal é o caso de: Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), fundada por Edir Macedo em 1977 no Brasil e a Igreja da Graça, fundada por R.R. Soares.

Crítica
O sucesso do movimento teria seu fundamento na pulverização teológica promovida por Mary Baker depois por Essek William Kenyon ao misturar o gnosticismo das religiões metafísicas com o cristianismo pentecostal.
Todas estas doutrinas: Batalha Espiritual, Confissão positiva, Maldições hereditárias, Possessão de crentes, teriam origem no ensino teológico dos movimentos de fé norte-americano.
Uma das maiores críticas ao movimento neopentecostal é a ênfase que algumas denominações dão aos ensinos da confissão positiva, conhecido popularmente como "Teologia da Prosperidade", de acordo com Paulo Romeiro, em seu livro "Super Crentes, o Evangelho segundoKenneth Hagin, Valnice Milhomens e os Profetas da Prosperidade ", é a corrente doutrinária que ensina que uma vida medíocre do cristão indica falta de fé. Assim, a marca do cristão cheio de fé e bem-sucedido é a plena saúde física, emocional e espiritual, além da prosperidade material. Pobreza e doença são resultados visíveis do fracasso do cristão que vive em pecado ou que possui fé insuficiente.
Ainda de acordo com o Dictionary Of Pentecostal And Charismatic Movements (Dicionário dos Movimentos Pentecostal e Carismático), "Confissão positiva é um título alternativo para a teologia da fórmula da fé ou doutrina da prosperidade promulgada por vários televangelistas contemporâneos, sob a liderança e a inspiração de Essek William Kenyon. A expressão "confissão positiva" pode ser legitimamente interpretada de várias maneiras. O mais significativo de tudo é que a expressão "confissão positiva" se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão.
Confissão Positiva torna-se, em verdade, parte do movimento Neopentecostal que surge nos Estados Unidos no início dos anos 60. Seus ensinos têm relação com as doutrinas da prosperidade ."


quarta-feira, 25 de março de 2009

Deuteropentecostalismo

Deutero-Pentecostalismo (ou Deuteropentecostalismo) é o termo que designa a segunda onda do movimento Pentecostal que surgiu nadécada de 1950, como no Brasil, quando chegaram a São Paulo dois missionários norte-americanos, Harold Williams e Raymond Boatright, da International Church of The Foursquare Gospel (grupo que nos Estados Unidos é considerado como Pentecostal de primeira onda).
Na capital paulista eles criaram a Cruzada Nacional de Evangelização e, centrados na cura divina, iniciaram a evangelização das massas, principalmente pelo rádio, contribuindo bastante para a expansão do pentecostalismo no Brasil. Fundaram depois a Igreja do Evangelho Quadrangular.
No seguimento, surgem grupos semelhantes, tais como O Brasil para Cristo, Igreja Pentecostal Deus é Amor, Igreja Unida, Igreja do Evangelho Quadrangular , Casa da Bênção entre outras.
O Deutero-Pentecostalismo enfatiza a cura divina e profecias, embora valorize o falar em línguas, distingue-se do Pentecostalismo Clássico pelo seu menor foco nesse carisma. Quanto à ética e costumes, há uma polarização, e tornou se mais rígido, caso da Igreja Pentecostal Deus é Amor, ou mais liberal como na Igreja do Evangelho Quadrangular.



domingo, 22 de março de 2009

Imagens Biblicas

Jefté ( Leia Juizes 11 )